Que espetáculo deprimente estamos assistindo, cujos atores principais são dois Poderes, Judiciário e Legislativo, posso estar enganada, mas, não defendendo o Legislativo (podre poder), o Judiciário escancarou suas portas para esse tipo de episódio.
O julgamento circo primeiro da lei chamada de Ficha Limpa, depois o Mensalão, deixaram claro que as decisões passavam longe do compromisso em velar a Constituição Federal, a pressão popular e da mídia pesavam mais, o STF passou a se comportar como órgão vingador, e não como uma Corte.
Aliado a isso, somos reiteradamente testemunhas da total ausência de compostura do Presidente do Supremo Tribunal Federal, que, seja em julgamentos ou em declarações à imprensa, deixa claro sua natureza arrogante e autoritária, demonstrando pouco apreço e respeito à opiniões diferentes das suas, chegando a ponto de humilhar perante à mídia (por ele convidada ao gabinete da presidência), magistrados que representam as instituições representativas da magistratura.
Na esteira dessa Torre de Babel, a PEC 33 e a recente liminar do ministro Gilmar Mendes, que paralisou o Projeto de Lei que alterava normas para criação de novos partidos, interesse claro e direto do governo em brecar as pretensões políticas de Marina Silva.
O destino final desse imbróglio, ninguém pode prever, mas uma certeza se extrai, todos nós, cidadãos, perdemos, é motivo de grande receio o destino de uma pátria onde deixou de existir o respeito entre poderes constituídos.




